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Mães francesas educam melhor?

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Virou moda dizer que os franceses fazem tudo melhor. De uns anos para cá, desde quando chegaram às lojas livros como “As Mulheres Francesas Não Engordam”, de Mireille Guiliano, e “A Parisiense”, de Ines de La Fressange, os olhos do mundo estão mais voltados para os costumes de quem vive naquele país.

Agora, a tendência se estendeu à maternidade. Neste ano, chegaram ao mercado os livros “French Kids Eat Everything”, de Karen Le Billon, e “Bringing Up Bebe: One American Mother Discovers the Wisdom of French Parenting”, de Pamela Druckerman. Os dois foram escritos por mulheres que vivem entre a América do Norte e a França, e dizem ter aprendido muito com a criação dos franceses.

O assunto também é o tema do artigo “Is Maman Mean or Magnifique?”, de Janine di Giovanni, no jornal britânico Telegraph. A autora mora na França e é casada com um francês, mas tem uma visão menos romantizada: segundo ela, as francesas batem mais, gritam mais e exigem boas maneiras à força. Ela ainda cita casos de arrepiar que presenciou ou que ouviu. Em um deles, uma mãe estava lendo um livro em um parque enquanto a filha comia areia. Uma mulher foi avisar a mãe do que estava acontecendo. A resposta foi: “Quem sabe ela não passa mal? Vai ser bom pra ela, assim aprende uma lição”.

Pela pesquisa de Janine, os franceses têm outra visão da infância. Eles acreditam que a criação de um filho deve ser focada em passar conhecimento. Sua guru é Françoises Dolto, que foi uma das pioneiras em psicanálise da criança e defendia a autonomia na infância.

PONTOS INTERESSANTES

É claro que, em um primeiro momento, parece haver uma rigidez exagerada. Mas a própria Janine aponta que essa forma de educar curiosamente parece surtir efeito. O relato dela, assim como o de Gabrielle Blair, do blog Design Mom, estrangeira também residente na França, ressalta como as crianças francesas são bem educadas, agradáveis e felizes. Com um olhar mais atencioso, identifiquei dois traços interessantes:

- Paciência: Gabrielle conta no blog que é notável como as crianças esperam pelo momento certo de fazer as coisas. Se o pai compra um doce, elas esperam pacientemente pelo instante em que vão comê-lo, mesmo que seja dali a muitas horas. É também por isso que se alimentam bem em cada refeição — elas sabem que não podem beliscar nos intervalos.

- Independência: os filhos adquirem autonomia mais cedo. Ajudam nas tarefas de casa e aprendem a brincar sozinhos. Gabrielle menciona que, aos dois anos, nas escolas, as crianças já descascam bananas sozinhos, cortam com faca e garfo e comem.

- Respeito ao mundo adulto: desde cedo, as crianças aprendem que existe um limite entre o mundo infantil e o adulto. Por isso, entendem que não devem interromper conversas ou participar de jantares entre adultos.

Deixando os radicalismos de lado, acho interessante como elas parecem conseguir estabelecer limites com clareza. A cada dia que passa, entendo melhor como isso não tem nada a ver com amar incondicionalmente. Carinho e apoio são fundamentais e devem ser ilimitados, o que parece caminhar junto com os limites.

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Como você faz seu filho dormir?

Depois de fim de ano, férias e novo começo profissional, ressuscito esse blog com esse vídeo-fofura! Pra fazer o Gabo dormir não é tão fácil: é preciso ninar um pouco, deixar um pouco no berço e ninar mais um pouco — o que não é exatamente moleza quando se trata de um bebê de 10 quilos.

Ainda assim, nada se compara ao desespero de fazê-lo dormir nos primeiros meses de vida. Era um mistério indecifrável.

O que faz diferença hoje é conhecer o meu filho e saber os rituais que envolvem esse momento do dia dele. A novidade é lidar com as gracinhas já típicas de uma criança. Se antes ele só chorava pra brigar contra o sono, hoje sopra a minha cara, late (!) e faz carinho. Melhorou bastante :-)

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Hoje é dia de blog, bebê!

Olá, amigos internautas! Meu nome é Martha e sou jornalista. Fui criada em São José dos Campos, no interior de São Paulo, mas moro na capital desde 2003. De lá até o ano passado, adorava curtir os restaurantes, bares, museus e cinemas da cidade. Mas claro que tudo isso mudou com a chegada do Gabriel, em outubro de 2010.

Junto com o turbilhão de caos e amor que o nascimento do meu filho trouxe, veio outra concepção de vida e outra visão sobre a cidade. Se antes escolhia um restaurante bem cotado pela crítica, hoje me preocupo se ele é “baby-friendly” (se aceita bem os clientes bebês). Se fazia compras em um shopping perto de casa ou com lojas de que gostava, considero, atualmente, a estrutura do seu espaço para trocar e alimentar uma criança.

Por outro lado, procuro aproveitar o que a cidade tem de melhor para bebês: a programação cultural — que tem coisas ótimas e gratuitas — e os parques. Acredito que é assim que o Gabriel se integra a São Paulo, e eu aprendo a criar um bebê em uma cidade grande. Essa é experiência que pretendo trazer a este blog. Aqui, você vai encontrar dicas de saúde, alimentação, conteúdos culturais e ainda compartilhar as minhas (e as suas, espero!) dores e delícias da maternidade. Nos vemos por aqui!

Gabriel morrendo de rir no parque Ibirapuera


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