Se você é pai ou mãe, certamente já sabe da importância de familiarizar seu filho com a leitura — por mais novinho que ele seja. Essa ideia é muito difundida hoje. Mas ler para o bebê é mais do que estimular um hábito, é alimentar uma necessidade psíquica.
Quem afirma isso é o colombiano Evélio Cabrejo-Parra, especialista em leitura na primeira infância. Em entrevista à jornalista Gabriela Romeu (com quem tive o prazer de trabalhar na Folhinha) para a revista Emília, ele afirma que o recém-nascido é como um músico em estado puro, com ouvidos muito sensíveis às variações da voz, que se alimenta da linguagem.
Como acreditamos muito nisso, livro é o que não falta aqui em casa. Desde que engravidei, comprei alguns clássicos da minha infância — como “Lúcia Já Vou Indo” (Ática) e “Lineia no Jardim de Monet” (Salamandra) — para apresentar ao Gabriel. Leio para ele desde que ele morava dentro da minha barriga e, hoje, o menino é fissurado por livros — adora folheá-los e presta muita atenção às histórias que lemos e contamos.
Esse fascínio superou as minhas expectativas. Não imaginava, por exemplo, que os livros seriam tão úteis para distrair o bebê em passeios ou lugares públicos. É muito prático levar livros pequenos dentro da bolsa, para esses momentos.
Por isso me apaixonei pela coleção Box Ecolivros – Pequenos Livros Divertidos (Ciranda Cultural; R$ 29,90), que o Gabriel ganhou de amigos muito queridos. É uma caixa com dez volumes feitos 98% de material reciclado. Cada um traz textos simples e apresenta um assunto, como a família, as cores, os números, os animais… As ilustrações são fofíssimas e os livros ainda servem como blocos e podem ser empilhados. Recomendo!
